Adopção: processo de adaptação, crescimento conjunto


A adaptação, entre pais e filhos, não será tarefa fácil... Esta é a frase mais repetida e escutada por pais adoptivos e seus filhos em todo o processo de Adopção. Esta frase corresponde ainda mais à realidade quando a criança, o filho sonhado, chega à adolescência. 


O futuro é algo inexistente, forma parte do viver que vai sendo construído dia a dia e pouco a pouco; cada momento presente foi parte do futuro e, por sua vez, será parte do passado. Por isto, o futuro da criança adoptada é, a princípio, o futuro de qualquer outra criança, considerando que cada criança é diferente e por isso mesmo o seu futuro e, com ele, o da sua família. 


Quando uma família leva em diante a Adopção é consciente de que é uma decisão para toda a vida, e esse pequeno, que hoje se converte em seu filho, será-o para sempre. Há que ser consciente de que é impossível prever tudo, e o futuro reserva todo o tipo de surpresas, mas se a família e a criança conseguem adoptar-se mutuamente, adaptar-se mutuamente, inserem-se no mundo exterior de forma positiva e conseguem adquirir a resiliência adequada para continuarem a enfrentar a vida, o que torna muito mais prometedora a perspectiva de futuro de todo o sistema familiar. 

A transformação da criança adoptada em adolescente irá pressupor, novamente, a confrontação com a diferença. A família aborda uma etapa complexa de grande desconhecimento, por vezes uma aventura de alto risco, não há dois adolescentes iguais, mas a família de um adolescente adoptado enfrenta algumas diferenças associadas, algumas das quais que se vão desvanecendo com o passar do tempo. 

Finalmente, permanece esta ideia: o facto de se ser adoptado não é por si só sinónimo de problemas, nem de um futuro incerto ou negativo; não há duas crianças iguais, adoptadas ou não, há dois adolescentes iguais sejam ou não adoptados, do mesmo modo que há distintos tipo de famílias, distintos tipos de adolescentes e adolescências.


Adaptado de Intervención com familias adoptivas (Aragón, Aznar, Alba & Mariño, 2010)


Elisabete Gomes.

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